
Princípios Básicos de Museologia
A formação Princípios Básicos de Museologia decorre na cidade de Coimbra, entre os dias 9 e 13 de novembro, no Museu de Ciência da Universidade de Coimbra, Museu Municipal de Coimbra e Museu Nacional Machado de Castro.
Local
Coimbra
Dia 9 | Museu de Ciência da Universidade de Coimbra, Laboratorio Chimico
Dia 10 | Museu Municipal de Coimbra, edifício Chiado
Dia 11 | Museu Municipal de Coimbra, edifício Chiado
Dia 12 | Museu Nacional Machado Castro
Dia 13 | Museu Nacional Machado Castro
Formadores
ALEXANDRA CURVELO é professora catedrática do Departamento de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e investigadora integrada do Instituto de História da Arte (IHA-NOVA FCSH/IN2PAST). É diretora da NOVA FCSH desde julho de 2025 com um mandato de 4 anos.
Trabalhou na área dos Museus e da Conservação entre 1996 e 2014, integrando as equipas do Museu Nacional de Arte Antiga, do Instituto Português de Conservação e Restauro, do Instituto dos Museus e da Conservação e do Museu Nacional do Azulejo.
Comissariou várias exposições, entre as quais Uma História de Assombro. Portugal-Japão, séculos XVI-XX (Galeria do Rei D. Luís, Lisboa, 2018-2019); Portugal, Jesuits and Japan: Spiritual Beliefs and Earthly Goods (McMullen Museum of Art, Boston, 2013); e Encomendas Namban. Os Portugueses no Japão da Idade Moderna (Lisboa, Museu do Oriente, 2010-2011).
Com uma tese de doutoramento intitulada A Arte Namban e a sua circulação entre a Ásia e a América: Japão, China e Nova-Espanha (c.1550-c.1700) (NOVA FCSH, 2008), a sua investigação centra-se na cultura visual e material resultante da presença portuguesa e ibérica na Ásia nos séculos XVI e XVII, com especial incidência no Japão, e em processo de transferências culturais entre a Ásia e a América no início da Idade Moderna.
Foi Investigadora Principal do Projeto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, Interacções entre Rivais: a Missão Cristã e as Seitas budistas no Japão durante a presença Portuguesa (c.1549-c.1647), de que resultou um livro e uma base de dados disponíveis em acesso aberto: https://www.peterlang.com/document/1190560
ANA ALMEIDA é Técnica Superior da área de Inventário da Direção de Coleções, Circulação da Museus e Monumentos de Portugal, EPE.
Mestre em Museologia e Museografia pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, licenciada em História, variante História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa tendo ainda realizado a parte curricular do doutoramento em Arte, Património e Restauro na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FL-UL).
Percurso profissional dedicado às áreas da História da Arte e Museologia, distribuídas pelo ensino em História de Arte e Museologia, Inventário, Programação, Produção executiva e Investigação para entidades privadas e públicas como o Metropolitano de Lisboa, a Câmara Municipal de Loures, a Direção-Geral das Artes, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa ou o Museu Nacional do Azulejo.
Enquanto investigadora do Az - Rede de Investigação em Azulejo ARTIS - Instituto de História da Arte (FL-UL), participou nos projetos de inventário de património azulejar e definição de terminologia controlada, tendo ainda colaborado nos conteúdos do Guia de Inventário de Azulejo in Situ (Lisboa: ARTis/MNAz, 2018).
Tem como principais áreas de interesse a azulejaria do século XX, a sua relação com o suporte arquitetónico e a sua descontextualização enquanto objeto museológico.
ANA JOÃO MACATRÃO, natural de Peniche, tem muito orgulho nas suas gentes e no seu território.
Atualmente coordena a Educação do Museu Nacional Resistência e Liberdade, que intitulou de Núcleo de Ação Educativa e justifica a escolha, porque quer que a terminologia reflita a praxis, ação e movimento.
Desenvolver ações com a comunidade é o seu maior fascínio e já conta com três projetos e duas exposições educativas. O Museu Vai à Cidade foi o primeiro projeto que valeu uma Menção Honrosa na 12º edição do prémio Ibermuseus da Educação e que o apresentou na II Jornada Ibero Americana Museus e Sustentabilidade.
É através dos projetos que desenvolve com a comunidade, que a Ana, enaltece o papel social do Museu e cria espaços abertos, críticos, do pensamento, inclusivos, de partilha, de escuta e de Liberdade.
Atualmente frequenta o doutoramento em Sociomuseologia na Universidade Lusófoba e bolseira da Cátedra da Unesco.
ANTÓNIO CARVALHO é Diretor do Museu Nacional de Arqueologia.
Em 1986 ingressou nos quadros da Câmara Municipal de Cascais onde desempenhou vários cargos de gestão técnica tendo dirigido, de 1986 a 1996, a Biblioteca Condes de Castro Guimarães. De 1996 a 2002 foi Chefe da Divisão de Bibliotecas e Arquivo Histórico e, de 2002 a 2012, Diretor do Departamento de Cultura. Durante aqueles 26 anos de serviço público, geriu o Sector Editorial Municipal e foi responsável pela coordenação das equipas que criaram vários serviços municipais na área da cultura, com destaque para o Arquivo Histórico Municipal de Cascais, as Bibliotecas Municipais e Museus como o Farol-Museu de Santa Marta e a Casa das Histórias de Paula Rego. Acompanhou ainda a equipa técnica que reabilitou o Palácio da Cidadela, para ali instalar um polo museológico do Museu da Presidência da República. Neste período, dinamizou também a produção e publicação de abundantes estudos sobre história local no quadro de um plano estratégico de atualização historiográfica iniciado em 1987.
É autor de dezenas de trabalhos de investigação com destaque para a área da Arqueologia Clássica e História da Arqueologia, publicados em Portugal e Espanha, nomeadamente sobre as escavações arqueológicas na Villa Romana da Quinta das Longas (S. Vicente e Ventosa, Elvas, 1990-2015), cujo Projeto de Estudo e de Valorização codirigiu.
É, desde 1990, investigador da UNIARQ - Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa e, desde 2011, docente convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde leciona «História da Arqueologia em Portugal» (1º Ciclo) e «Gestão de Bens e Património Arqueológico», disciplina do 2º Ciclo coordenada pelo Professor João Pedro Cunha Ribeiro.
Integra, desde 2012, como investigador, o Centro de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e, desde 2015, como membro correspondente, o Instituto Arqueológico Alemão.
Em Julho de 2012, assumiu funções como Diretor do Museu Nacional de Arqueologia.
Desde 2021, quando o Museu foi inscrito no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a Cultura (RE-C04-i02 – Património Cultural) com o projeto de completa renovação dos espaços e de total reprogramação expositiva, tem coordenado a equipa que realizou a intervenção de desmontagem e encerramento do Museu, conferência do inventário, transferência de bens e serviços e que, presentemente, acompanha a obra e prepara a reinstalação do Museu.
Licenciou-se em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 1987, e obteve a Pós-Graduação em Ciências Documentais pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1991.
DAVID FELISMINO é Diretor de Mediação, Inclusão e Dinamização Cultural na Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E.
Desempenhou funções como investigador e curador no Instituto de Ciências Sociais, na Casa Fronteira e Alorna, no Museu Geológico, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência e no Museu da Saúde, tendo sido responsável pelo desenho do projeto museológico deste último. De 2020 a 2026, foi Diretor-adjunto e Coordenador do Serviço Educativo do Museu de Lisboa (Lisboa Cultura / EGEAC).
Licenciado em História – Ramo científico e pós-graduado em História Moderna pela Faculdade de Ciências e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É ainda Pós-Graduado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura, na variante Património e Projetos Culturais pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.
ELSA GARRETT PINHO é Diretora de Coleções, Circulação e Classificação na Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E.
Iniciou a atividade profissional na área da Museologia em 1992. A partir de 1998, passou a trabalhar nos organismos do Ministério da Cultura responsáveis pela implementação das políticas museológicas e pela salvaguarda do património cultural móvel.
Professora Auxiliar Convidada da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde apresentou o Pós-Doc (A Internacionalização dos Museus portugueses e a mobilidade das coleções em período democrático (1974-2020), concluiu o Doutoramento (A evolução das coleções públicas em contexto democrático. Políticas de incorporação e vetores de crescimento nos Museus de Arte da Administração Central do Estado (1974-2010) e o Mestrado em Museologia (Proposta de reprogramação museológica e de requalificação do Museu Nacional dos Coches). Licenciada em História-variante História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
FILIPE SERRA é técnico superior de carreira da Museus e Monumentos de Portugal, EPE, a desempenhar atualmente funções de Assessor Jurídico do Conselho de Administração e de Encarregado de Proteção de Dados.
É Mestre em Património Cultural, concluiu a parte curricular do Doutoramento em Estudos de Cultura e licenciado em Direito. Ao longo de 26 anos, foi Professor Convidado em diversas universidades, designadamente na Católica, na Nova, na Lusíada e na Universidade de Évora.
Desempenhou diversos cargos de chefia: Chefe de Divisão (equiparado), Diretor de serviços administrativos e financeiros, Subdiretor-Geral como Subdiretor do Instituto dos Museus e da Conservação (2009-2011) e ainda numa organização privada (1992-1995). Foi ainda Assessor do Secretário de Estado da Cultura (2013-2015) e Chefe do Gabinete substituto.
Integrou os grupos de trabalho responsáveis pela instalação do Parque Arqueológico do Vale do Côa e do Museu do Vale do Côa. Representou os organismos antecessores da Direção-Geral do Património Cultural nos processos legislativos de criação de dezenas de normativos legais na área do património e dos museus, e ainda em negociações sindicais. Esteve destacado durante três anos (2004-2007) no Comissariado-Geral das Comemorações de S. Francisco Xavier (Estrutura de Missão-Ministérios da Cultura, Negócios Estrangeiros, Defesa Nacional e Economia).
Em 2004, foi Bolseiro de Estado.
Foi monitor em dezenas de ações de formação na área dos museus e do património (Código Deontológico do ICOM, Lei-Quadro dos Museus Portugueses, Lei de Bases do Património Cultural, Direitos de Autor, Proteção de Dados, Gestão de museus e Marketing, Regime legal dos bens culturais móveis).
Participou, enquanto orador, em diversas conferências.
Em 2006, foi Prémio APOM, com a monografia “Práticas de gestão nos museus portugueses”.
HELENA RIBEIRO exerce funções no Departamento de Dinamização da Oferta e dos Recursos da Direção da Valorização da Oferta do Turismo de Portugal.
Gestora do Projeto “Tornar Portugal um destino turístico acessível para Todos” entre 2013-2016. Desde 2016, gere a implementação do Programa ALL FOR ALL – Portuguese Tourism, nas suas várias áreas de atuação: capacitação, informação, financiamento e mobilização dos agentes turísticos.
É Presidente da Subcomissão 8 – Turismo Acessível. Membro do Grupo de Trabalho do Programa “Praia Acessível, Praia para Todos” e membro do Júri Nacional do “Prémio Praia + Acessível”. Coordenadora da Comissão Técnica do Programa “Festivais Acessíveis”.
Representa o Turismo de Portugal em vários eventos nacionais e internacionais, no âmbito da temática do Turismo Acessível.
É bacharel em Turismo e Licenciada em Gestão de Empresas Turísticas pelo INP – Instituto de Novas Profissões.
JOANA AMARAL é responsável pela conservação preventiva no Laboratório José de Figueiredo, Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., desde dezembro de 2023.
Anteriormente, integrou a Parques de Sintra Monte da Lua como responsável pela conservação preventiva (2012–2023) e o Museu Nacional de Etnologia, onde coordenou a Área de Conservação e Restauro (2000–2011).
Os seus interesses profissionais incluem a conceção e implementação de normas e procedimentos de conservação preventiva, a circulação de bens culturais móveis, o desenvolvimento de projetos para a melhoria das condições de reservas museológicas, bem como a preparação e resposta a situações de emergência em contextos museológicos e patrimoniais. É formadora da Rede Portuguesa de Museus desde 2003.
Licenciada em Conservação e Restauro pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e mestre em Museologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma universidade.
JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO é artista, curador e professor universitário.
É professor no Departamento de Arquitetura e Diretor do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. É investigador integrado do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) da UC e Consultor da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea-DGArtes. Desde janeiro de 2026 é Diretor do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Oriente, Instituto Camões e Centro Português de Fotografia. Em 2003, comissariou e projetou as exposições temporárias e permanente do Museu do Vinho da Bairrada, Anadia; em 2005, comissariou My Own Private Pictures, na Plataforma Revólver, no âmbito da Lisboa Photo. Foi nomeado para o prémio BES Photo em 2005 (2006, CCB, Lisboa) e para a shortlist do prémio de fotografia Pictet Prix, na Suiça, em 2008.
Entre 2020 e 2026, como curador do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra, organizou diversas exposições, sendo de relevar o projeto curatorial Um silabário por reconstruir, em Coimbra, Elvas, Óbidos e Porto, em 2025 e 2026, no âmbito da candidatura aos primeiros apoios da RPAC. Em 2026 é o Curador de Artes Visuais de Ponta Delgada, Capital Portuguesa da Cultura.
Está representado nas seguintes coleções de arte: Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Encontros de Fotografia de Coimbra, Encontros da Imagem de Braga, Fundação Oriente, Instituto Português do Oriente, RAR Holding, Coleção António Cachola, Coleção Figueiredo Ribeiro, Coleção Norlinda e José Lima, Fundação PLMJ, Coleção Armando Martins/MACAM, Coleção Pinto da Fonseca, Coleção J.L.M., Coleção Odilon Amado, Coleção Associação Industrial Portuguesa, Fundação EDP, Coleção BES/Novo Banco Art, Coleção LR, Coleção Agatha Ruiz de la Prada, Coleção ER , Coleção Paco Barragan, Coleção Rita e Gonçalo Lima, Coleção Isabel e Carlos, Coleção Luís Negrão e Família, Coleção Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Coleção Berardo, Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) entre outras.
É doutorado em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (UC), desde 2014; estudou Literatura na década de 1980 na mesma universidade, e Gestão de Artes na década de 1990, em Macau, onde trabalhou e viveu.
MATTHIAS TISSOT é Coordenador de Gestão de Riscos e Conservação na Direção de Espaços, Manutenção e Obras, na Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., desde 2024.
Entre 2012 e 2023, foi responsável, na empresa Archeofactu - Arqueologia e Arte, pela conservação e restauro de bens arqueológicos e de acervos metálicos, tendo igualmente desempenhado funções de consultoria em conservação preventiva. Entre 1999 e 2012, foi responsável pelo Laboratório de Conservação e Restauro do Museu Nacional de Arqueologia. Desde 2007, participa como formador em diversas ações de formação promovidas pela Rede Portuguesa de Museus.
É bacharel em Conservação e Restauro pela Escola Superior de Conservação e Restauro (1998) e mestre em Conservação e Restauro pela Escola Superior de Tecnologia de Tomar, Instituto Politécnico de Tomar (2010).
NUNO BOTELHO DE GUSMÃO é artista gráfico.
Como percurso académico, frequenta 4 anos do curso de arquitetura e 2 anos de pintura na ESBAL, profissionalmente desenvolve projetos de design de ambientes e comunicação, particularmente no âmbito da sinalética, interiores, museus, exposições e intervenções gráficas na arquitetura. Desde 2006 é sócio fundador da P-06 Studio, empresa já distinguida, a nível nacional, com o prémio Empresa Design de Ambientes, dos Prémios Nacionais de Design, troféu Sena da Silva 2009, Museu do Ano da APOM (Associação Portuguesa de Museologia) com o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes em 2023, Museu do Ano - Menção Honrosa da APOM em 2022 com Núcleo Museológico Dr. José Formosinho, também nomeado para Museu Europeu do Ano 2023, melhor museu com o Museu do Oriente em 2008, melhor exposição “Os Anos de Exílio da Rainha D. Amélia” em 2008 e melhor catálogo (Carolina Beatriz Ângelo) em 2011, ambos da APOM.
Internacionalmente galardoado com o Grand Prix e Best of the Best, Red Dot Design awards (2011), Honour and Merit award do SEGD – Society for Environmental Graphic Design (2010-2011), AIGA 365 Design Effectiveness (2011), Silver e Bronze do European Design Awards (2010-2011), Red Dot Design awards (2009-2010-2011) e D&AD (2010-2011).
Entre 1993 e 2005 co-fundou e foi sócio-gerente da empresa 2&3D design e produção Lda, empresa distinguida com o prémio Nacional de Design, troféu Sena da Silva 2002, na categoria de design de ambientes design de comunicação.
RICARDO BARBOSA é técnico na Direção de Coleções, Circulação e Classificação da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., onde instrui procedimentos de classificação, de circulação internacional de bens móveis, acompanha o mercado de arte nacional e internacional e a aquisição de obras para os museus e monumentos nacionais.
É ainda Secretário Executivo da Secção de Museus, da Conservação e Restauro e do Património Cultural Móvel (SMUCRM) do Conselho Nacional de Cultura e representa Portugal e a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. no Grupo de Peritos em Restituição de Bens Culturais e aplicação da Diretiva 2014/60/EU.
É licenciado em Conservação e Restauro pelo Instituto Politécnico de Tomar.
SEBASTIÃO GUSMÃO integra desde 2022 a equipa do Designer Francisco Providência, na Providência Design (Porto), onde colabora, em projetos de museografia: Museu Municipal de Penafiel; Centro Interpretativo do Castelo do Lindoso; Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira); Centro de interpretação do Guincho; Centro de Interpretação do Maciço de Sicó. Experiências que contribuem para o desenvolvimento de uma prática que articula espaço e comunicação em contextos culturais. Paralelamente, desenvolve trabalho independente nas áreas da Identidade Gráfica, Sinalética e Comunicação no Espaço. Participa em concursos e projetos culturais e institucionais.
Destaca-se a atribuição do 1.º prémio no concurso para a sinalética do MEP - Museu Experimenta Paisagem (Castelo Branco), atualmente em desenvolvimento.
É licenciado em Design de Ambientes e tem mestrado em Design Gráfico. Atualmente, desenvolve o seu trabalho de doutoramento em design na Universidade de Aveiro.
VÍRGINIA GOMES é técnica superior do Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC), responsável pelas coleções de Pintura, Desenho e Gravura, desde 1993 e Coordenadora de Acessibilidade e Inclusão do MNMC, desde 2025.
Defende o papel do Museu como agente ativo na promoção da (in)formação para todos e com todos.
Organizou o Museu Escolar de Marrazes, em Leiria (1996-1998), a requalificação do atelier-museu de Nunes Pereira, no Seminário Maior de Coimbra (2006) e diversos projetos expositivos, nomeadamente Coimbra e seus Pintores nas coleções da Cidade (2001) e O Sol do Pintor – olhares transversais (2007) e seus catálogos; ou ainda Um espaço para Minerva – o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (2022).
É autora de artigos e estudos, com destaque para o Catálogo de Pintura – Coleção Telo de Morais I, de 2009 (Prémio APOM), e Cadernos de Conservação e Restauro, 8 –Tríptico de Santa Clara (2011) sobre pintura do século XV, que coordenou.
Dos projetos de inclusão que criou no MNMC, destaca-se o programa EU no musEU, com pessoas com demência e seus cuidadores informais, criado em 2011, distinguido e referenciado por organismos da sociedade e da cultura em Portugal e na UE e replicado em Viseu, em 2018. Nesse âmbito representa o MNMC, enquanto membro fundador da MID (Museus para a Inclusão na Demência), rede informal de dez museus e duas associações, criada em janeiro de 2023.
Co-criou ainda, com a APPACDM de Coimbra, o programa Imagens que Guiam (desde 2015), com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais; programa replicado em Viseu, no MNGV, em 2018.
Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1987). Obteve aprovação nas disciplinas curriculares de História da Arte, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1996-1999). Especializou-se em comunicação aumentativa, com pessoas com demência, em museus, obtendo o grau de Mestre em Educação Especial, na ESECS, do Instituto Politécnico de Leiria (2016).
XAVIER ROMÃO é engenheiro civil e Professor Associado do Departamento de Engenharia Civil e Georrecursos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Desenvolve atividade científica na área da avaliação do risco para múltiplos perigos com aplicações, em particular, a património cultural imóvel e móvel.
É vice-presidente do Comité Internacional para a Preparação para o Risco (ICORP) do ICOMOS (International Council on Monuments and Sites), e é membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica, do CEN/TC 346 - Conservation of Cultural Heritage, da Direção da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica, da Sub-Comissão da Comissão Nacional de Proteção Civil, e da Structural Extreme Events Reconnaissance (StEER) Network.
Programa de Formação
Dia 9 | Museu de Ciência da Universidade de Coimbra, Laboratorio Chimico
9h00 – 09h15 - Recepção dos participantes
09h15 – 10h00 - REDE PORTUGUESA DE MUSEUS, Fátima Roque, Diana Carvalho, João Fernandes, Jorge Santos e Susana Gonçalves
• O que é a RPM;
• Eixos atuação.
10h00 – 13h00 - INTRODUÇÃO À MUSEOLOGIA, Alexandra Curvelo
• Conceito de museu;
• História dos museus, internacional e nacional;
• Desafios contemporâneos.
14h30 – 17h30 - LEGISLAÇÃO, Filipe Serra
• Lei Quadro dos Museus Portugueses
Dia 10 | Museu Municipal de Coimbra, edifício Chiado
09h30 – 11h00 - GESTÃO DE COLEÇÕES - Incorporação, Elsa Garrett Pinho
• A incorporação como início da gestão de coleções;
• Incorporação vs. depósito vs. comodato;
• As modalidades de incorporação previstas na Lei Quadro dos Museus Portugueses e os correspondentes procedimentos administrativos.
11h15 – 12h45 / 14h30 – 16h00 - GESTÃO DE COLEÇÕES - Inventário e documentação, Ana Almeida
• Enquadramento normativo nacional e internacional;
• Grupos e categorias de Informação;
• Normalização de procedimentos e terminologia controlada;
• Exercício prático;
• Desafios e problemáticas da área de Inventário e Documentação.
16h15 – 17h45 - GESTÃO DE COLEÇÕES - Circulação, Ricardo Barbosa
• Circulação de Bens Culturais entre Museus;
• Circulação Internacional de Bens Culturais Móveis;
• Enquadramento Legal da Circulação de Bens Culturais.
Dia 11 | Museu Municipal de Coimbra, edifício Chiado
09h30 – 13h00 - PROGRAMA MUSEOLÓGICO, António Carvalho
• Programa Museológico: Uma ferramenta estratégica e um exercício de autorreflexão para um futuro mais ético e sustentável;
• Escuta Externa ao Programa Museológico: O novo Museu Nacional de Arqueologia como um projeto coletivo.
14h30 - 17h30 - PROGRAMA MUSEOGRÁFICO, Nuno Gusmão e Sebastião Gusmão
• Do conceito ao programa: Narrativa, públicos, experiência de visita, requisitos funcionais e definição de critérios de projeto;
• Espaço, exposição e envolvente: Organização espacial, percursos, relação com o edifício e contexto, objetos, suportes, vitrinas, iluminação e comunicação.
• Dimensões técnicas e operacionais: Acessibilidade, conservação, segurança, meios digitais, sustentabilidade, manutenção, equipas, calendário e orçamento.
• Casos de estudo e leitura crítica: Análise de exemplos e identificação das decisões museográficas mais relevantes.
17h30 - 18h30 - CURADORIA DE EXPOSIÇÕES, José Maçãs de Carvalho
• Reconstruir o Silabário: Narrativa, Território e Descentralização: 2 estudos de caso.
Dia 12 | Museu Nacional Machado Castro
09h30 – 11h15 - SEGURANÇA E GESTÃO DE RISCO, Xavier Romão
• Introdução à Gestão de Riscos: Ciclo de gestão de riscos; Percepção e comunicação do risco; Perigos e perigosidade; Exposição aos perigos.
• Componentes de um Plano de Gestão de Riscos: Componentes do plano associadas aos riscos do edifício; Componentes do plano associadas aos riscos das coleções; Enquadramento de situações de exceção (exposições temporárias, eventos não regulares, obras); Enquadramento de situações de emergência; Fichas de priorização de evacuação de bens móveis.
11h30 - 12h45 / 14h30 – 17h30 - CONSERVAÇÃO, Joana Amaral e Matthias Tissot
• Conservação preventiva, conservação curativa e restauro (noções básicas)
• Avaliação do estado de conservação
• Gestão de reservas
• Acondicionamento
• Normas e procedimentos para exposições
• Avaliação de riscos
Dia 13 | Museu Nacional Machado Castro
09h30 – 11h00 - PAPEL DOS MUSEUS NA ATUALIDADE, David Felismino
Para que servem os museus hoje? Que museus queremos ser? E que responsabilidades decorrem dessa missão?
• O museu contemporâneo: evolução, missão e funções;
• Valores e ética: princípios que orientam a ação dos museus;
• Os museus face à sociedade: responsabilidade, diversidade e confiança pública;
• Conhecimento e autoridade: o papel dos museus na produção e partilha de conhecimento;
• Sustentabilidade: dimensões ambiental, social, económica, cultural e institucional;
• Os museus perante as transformações contemporâneas: desafios e oportunidades;
• Governação e estratégia: decisões, prioridades e responsabilidade institucional;
• Perspectivas para o futuro: que papel e desafios para os museus no século XXI?
11h15 – 12h45 - MEDIAÇÃO, Ana João Macatrão
• Educação e museus: enquadramento histórico e evolução da relação entre museus e educação;
• Museus e comunidades: envolvimento, participação e construção de relações;
• Conhecer os públicos: necessidades, expectativas e formas de participação;
• Caso de estudo: Núcleo de Ação Educativa do Museu Nacional da Resistência e Liberdade.
14h30 – 16h00 - ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO, Helena Ribeiro
• Conceitos e terminologia;
• Desenho Universal;
• Tipologias de clientes: incapacidade motora, visual, auditiva, intelectual, seniores;
• Tendências da procura e Oportunidades de negócio;
• Contexto normativo internacional/europeu/nacional;
• Ferramentas técnicas disponíveis para os agentes turísticos (guias do Turismo de Portugal);
• Boas práticas de acessibilidade em equipamentos culturais.
16h15 – 17h30 - ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO, Virgínia Gomes
Acessibilidade intelectual e social: o museu aprendiz
• Acessibilidade integrada e inclusão: teorias, modas ou processos?
• Pensar museus, com pessoas com necessidades especiais: sinónimo de exclusão?
• Programas de acessibilidade para a identidade cultural, a cidadania e a participação: alguns exemplos de programas desenvolvidos no Museu Nacional de Machado de Castro.
Documentos
Candidatura
Datas a reter:
- Fase de candidatura - até 18 de outubro
- Comunicação do resultado da candidatura por e-mail - 19 de outubro
- Fase de inscrições - entre 20 outubro e 3 de novembro
Informações:
SELEÇÃO DOS CANDIDATOS
A seleção será efetuada com base nos seguintes critérios ordenados:
- Candidatos provenientes de museus da RPM
- Diversidade de museus da RPM representados
- Candidatos provenientes de museus em processo de credenciação
- Profissionais de museus
- Estudantes de museologia ou áreas afins
- Outros profissionais (designers, arquitetos ou outros técnicos que trabalhem em museografia)
INSCRIÇÃO
A inscrição só poderá ser efetuada após tomar conhecimento de que a sua candidatura foi selecionada (19 de outubro). Após a tomada de conhecimento, deverá efetuar o pagamento e enviar o comprovativo da transferência bancária.
Valor da inscrição:
100 euros para profissionais de museus RPM
200 euros para profissionais de outros museus e estudantes
Pagamento:
Efetuado por transferência bancária: IBAN PT50 0781 0112 9112 0002 1435 4
Museus e Monumentos de Portugal Palácio Nacional da Ajuda - Ala Sul
1349-021 Lisboa
NIF 517 804 417
Enviar o comprovativo de pagamento, com indicação do nome do candidato e da entidade pagadora e respetivo NIF, para:
geral@redeportuguesademuseus.pt e receita@museusemonumentos.pt